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Cigarro Eletrônico, Vape e Tabaco na Volta dos EUA: o que Pode e o que é Proibido

Atualizado em · leitura de 7 min · Por Brian Reis
Mala de mão aberta sobre uma esteira de inspeção de aeroporto (imagem ilustrativa)

Em resumo: desde a RDC nº 855/2024 da Anvisa, é proibido o ingresso no Brasil de qualquer dispositivo eletrônico para fumar (vape, pod, cigarro eletrônico, tabaco aquecido), seus refis, peças e acessórios, inclusive na bagagem do viajante e para uso próprio.

Cigarros comuns estrangeiros podem entrar com isenção até 10 maços; charutos e cigarrilhas, 25 unidades; fumo, 250 g.

Acima disso, o excedente não vai para o imposto simplificado de 50%: segue o regime comum de importação.

Menores de idade não podem ter tabaco na bagagem.

Nos EUA, cigarros eletrônicos, pods e refis são vendidos em lojas de conveniência e tabacarias. Para o viajante brasileiro, a pergunta "posso levar um para mim?" tem resposta curta: não. O vape é proibido no Brasil, e a proibição alcança expressamente a bagagem de quem chega do exterior.

Já os produtos de tabaco tradicionais (cigarros, charutos, fumo) podem entrar, mas com limites próprios e mais rígidos do que os outros bens. Este guia explica as duas regras, com base no texto da Anvisa e nas páginas da Receita Federal conferidas em outubro de 2026.

O que diz a RDC nº 855/2024 da Anvisa

A Resolução da Diretoria Colegiada nº 855, de 23 de abril de 2024, proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de todos os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF). O art. 3º, § 1º, inclui na proibição:

A única exceção é a importação para pesquisa científica, feita por instituições credenciadas e pelo Siscomex. Não existe exceção para uso pessoal.

A norma também proíbe o uso de qualquer DEF em ambiente coletivo fechado e prevê que o descumprimento é infração sanitária, com as penalidades das Leis nº 9.294/1996 e nº 6.437/1977, sem prejuízo de responsabilidade civil, administrativa e penal.

O que conta como "dispositivo eletrônico para fumar"

A definição da RDC é ampla. Entram:

Ou seja: vape "sem nicotina", pod de sabor, "vitamina para inalar" e aparelho de tabaco aquecido estão todos dentro da proibição. A página da Anvisa sobre cigarro eletrônico lembra que a proibição existe no Brasil desde 2009 e foi mantida em 2024 após avaliação de riscos à saúde.

E se eu já uso vape e vou viajar?

A RDC proíbe expressamente o ingresso no país de DEF trazido por viajante, e a proibição vale para o produto, não para a origem da compra. Um vape levado do Brasil e trazido de volta, um pod usado ou um refil lacrado comprado em Orlando estão na mesma situação: não podem entrar na bagagem.

Na prática, quem viaja com vape deve contar que ele não poderá voltar na mala. E não adianta declarar ou se oferecer para pagar imposto: um produto de ingresso proibido não é liberado mediante tributação.

As regras do voo para cigarro eletrônico

Independentemente da proibição brasileira, o transporte aéreo tem regras de segurança por causa das baterias de lítio. Segundo a TSA (página atualizada em 29/03/2023):

Cigarros comuns, segundo a TSA, podem ir na bagagem de mão e na despachada. Isqueiros e baterias têm regras próprias; veja o guia da mala de compras, que traz também as regras de power bank.

Cigarros, charutos e fumo: os limites da Receita

Para os produtos de tabaco tradicionais, valem limites quantitativos específicos. Segundo a página da Receita Federal sobre isenções, cotas e limites (atualizada em 27/01/2026), por viajante, na bagagem acompanhada:

ProdutoLimite para isenção
Cigarros de fabricação estrangeira10 maços de 20 unidades, no total
Charutos ou cigarrilhas25 unidades, no total
Fumo250 g, no total

Esses itens também entram na cota de valor de US$ 1.000. A tabela completa de limites está no guia de limites quantitativos da bagagem.

Passou do limite? Não é o imposto de 50%

Aqui o tabaco é diferente de uma camiseta ou de um perfume. Para a maioria dos bens, o que passa dos limites de quantidade continua sendo bagagem e paga o imposto de 50% do regime especial. Mas, no Perguntas e Respostas do Guia do Viajante (item 1.16, atualizado em 04/09/2026), a Receita abre uma exceção: bebidas alcoólicas, cigarros, charutos e fumo acima dos limites devem seguir os procedimentos do regime comum de importação. É um caminho mais burocrático e caro, pensado para importações, não para viajantes.

Resumo prático: não passe dos 10 maços.

Cigarros proibidos mesmo dentro do limite

A lista de bens proibidos da Receita (atualizada em 10/04/2026) inclui:

Se você encontrar nos EUA um maço de marca brasileira "de exportação" mais barato, deixe na prateleira. A lista completa está no guia de itens proibidos na bagagem.

Free shop de chegada: limites separados

As compras no free shop do aeroporto de chegada ao Brasil têm cota adicional de US$ 1.000 e limites próprios para tabaco, segundo a mesma página da Receita: 20 maços de cigarros, 25 unidades de charutos ou cigarrilhas e 250 g de fumo preparado para cachimbo, em portos e aeroportos. Os menores de 18 anos não podem comprar bebidas alcoólicas e artigos de tabacaria no free shop, mesmo acompanhados. Detalhes no guia do free shop de chegada.

Free shop não vende exceção à RDC 855: cigarro eletrônico continua proibido.

Crianças e adolescentes

A Receita é explícita: bebida alcoólica, produtos de tabacaria ou outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou química não podem integrar a bagagem de crianças ou adolescentes, mesmo quando acompanhados dos responsáveis. Não distribua os maços de cigarro na mala dos filhos para "aproveitar a cota" deles: além de não ser permitido, as cotas são individuais e cada bem fica vinculado a quem o traz.

O que acontece se o vape for encontrado na bagagem

Como o ingresso é proibido pela Anvisa, o produto não é liberado mesmo que você o declare ou se ofereça para pagar imposto. A RDC classifica o descumprimento como infração sanitária. Pela página de penalidades da Receita (atualizada em 16/10/2023), bens proibidos ficam sujeitos à apreensão para aplicação da pena de perdimento.

Checklist antes de embarcar de volta

Para o restante das compras, veja o guia de o que comprar em Orlando e as categorias.

Vape e Tabaco na Bagagem: Dúvidas Frequentes

Não. A RDC nº 855/2024 da Anvisa proíbe o ingresso no país de dispositivos eletrônicos para fumar trazidos por viajantes por qualquer forma de importação, incluindo a bagagem acompanhada. Não há exceção para uso pessoal.

Sim. A proibição inclui acessórios, peças, partes e refis, e a definição da norma abrange dispositivos que aquecem tabaco e produtos com ou sem nicotina.

Até 10 maços de 20 unidades de cigarros estrangeiros por viajante, na bagagem. No free shop de chegada o limite é de 20 maços, dentro da cota adicional de US$ 1.000.

Segundo a Receita, cigarros, charutos, fumo e bebidas acima dos limites quantitativos não seguem o imposto simplificado de 50%: devem passar pelo regime comum de importação.

Pelas regras da TSA, dispositivos eletrônicos para fumar só podem ir na bagagem de mão, nunca na mala despachada, com bateria de até 100 Wh e proteção contra acionamento. Mas eles não podem entrar no Brasil.

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Fontes consultadas

Regras e valores conferidos em outubro de 2026. Normas mudam: confirme sempre na fonte oficial antes de viajar.

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